terça-feira, 8 de março de 2011

Direitos Humanos - Violência Doméstica

Pesquisa publicada em 2010 aponta que 48% dos entrevistados têm amigo ou conhecido autor de violência doméstica; 25% possuem parentes que agridem as companheiras; 2% declararam que “tem mulher que só aprende apanhando bastante” (Fundação Perseu Abramo).
A mesma pesquisa conclui que a cada 2 minutos 5 mulheres são espancadas. O número assusta, mas, é de se ressaltar, no princípio da década passada a proporção era ainda maior: 8 em cada 2 minutos.
Não obstante a melhoria do quadro (diminuição em 37% das agressões entre 2001 e 2007), devemos conter nossa euforia. Os índices registrados no Brasil continuam dentre os mais elevados do mundo e nossa violência permanece um grave problema de saúde pública. Violência que é empregada por homens (maridos, noivos, namorados) contra mulheres em razão de uma aberrante cultura (patriarcal) que lhes coloca em posição privilegiada de domínio, transformando a mulher em coisa (objeto).
Outro motivo que arrefece a comemoração: se, de um lado, houve diminuição de 37% nos crimes de lesão corporal, o mesmo percentual não acompanhou a redução dos homicídio praticados contra mulheres (70% desses crimes são praticados por aqueles que detêm um vínculo de afeto com a vítima).
Em 2004 foram registradas 3.840 mortes, enquanto que no ano de 2007 o número foi apenas levemente menor (3.772). Claro que se deve incluir na presente análise o fato de que o país registrou crescimento populacional.
Interessa-nos, assim, para fazermos um melhor comparativo, o dado que leva em conta o número total de habitantes: o percentual de 4,2 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes alcançado em 2004 sofreu uma pequena redução, passando para 3,9 em 2007.
Continua sendo um número muito elevado quando comparado a taxas de outros países, mas não deixa de representar uma diminuição (7%), principalmente quando pensamos no número de vidas poupadas. Mais um motivo, portanto, para reconhecer avanços.
Quando a análise recai sobre a América Latina, percebe-se uma realidade marcantemente diferente. Em El Salvador, o femicídio (morte de mulheres) aumentou 197% na última década. Na Guatemala, a elevação foi de 400%. Os números são assustadores em todo Continente (El País, 18fev11, p. 32).
O sistema judicial de praticamente todos esses países funciona muito mal. A impunidade é quase generalizada. Daí a legitimidade e necessidade de intervenção da Justiça Internacional, a qual, felizmente, tem sido pedagogicamente atuante.
É emblemática, a propósito, a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, de 10.12.09 (Caso Campo Algonodero, México), que condenou o Estado mexicano por sua omissão na apuração de vários homicídios contra mulheres. A mesma sentença demarcou a culpabilidade da sociedade, que deve mudar os seus padrões culturais e comportamentais.
Também paradigmática foi a decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, de 4.04.01 (Caso Maria da Penha Maia Fernandes – Relatório n. 54/01, Caso 12.051), que, por conta de atraso em decisão judicial cujo processo tinha como objeto situação de violência contra mulher, recomendou ao Brasil, dentre outras medidas, “prosseguir e intensificar o processo de reforma que evite a tolerância estatal e o tratamento discriminatório com respeito à violência doméstica contra mulheres no país.”
O caráter universal dos direitos humanos deixa de sê-lo frente às mulheres que, em regra, vivem sob o império da desigualdade e da discriminação, sujeitando-se a uma cultura patriarcal, a crendices religiosas que privilegiam os homens, a guerras contínuas, a situações de extrema pobreza e de falta de acesso à Justiça, ao analfabetismo etc.
Até o princípio dos anos 90 essa dramática questão era vista como um problema privado. Hoje, o assunto é de interesse público e pertence ao mundo dos direitos humanos. Se a Justiça de cada país não funciona, entram em cena os juízes internacionais.
Daí a relevância cada vez maior dos tratados (e o Brasil é signatário de todos os instrumentos internacionais que digam respeito ao tema violência de gênero, no ambito do Sistema Interamericano de Direitos Humanos), assim como da jurisprudência internacional nessa área.
Impõe-se que ninguém negligencie a exibição pública (a visibilidade) ampla dos nefastos resultados advindos da impunidade da violência machista epidêmica, com o objetivo de fazer com que as instituições funcionem adequadamente, no sentido de tutelar os direitos humanos das oprimidas e violentadas mulheres. Sem empolgação e com as devidas ressalvas, ao menos no plano internacional, há o que comemorar.

Autor: Luiz Flávio Gomes*
Alice Bianchini**
Conteúdo enviado por: Nicolas de Oliveira Pereira 1º B Matutino.

sábado, 5 de março de 2011

Eutanasia no Brasil e no Mundo

Um assunto tambem polemico nos dias de hoje é o caso da Eutanasia.
Estava pesquisando sobre o assunto para a materia de Integradora se nao me engano, e surgiram varias duvidas.
A Eutanasia para aqueles que não sabem é o ato de proporcionar morte sem sofrimento a um doente atingido por afecção incurável que produz dores intoleráveis. Existem 4 tipos de eutanasia, a voluntária e a involuntária, e a passiva e a ativa. Na ativa, o paciente recebe uma injeção ou uma dose letal de medicamentos, a passiva foi a que matou Eluana Englaro, uma Italiana morta em 2009, cuja alimentação foi suspensa. A diferença entre eutanásia voluntária e involuntária está na participação do paciente. Numa, ele coopera, tomando parte da decisão. Na outra, a ação é praticada sem o seu aval ou mesmo sem o seu conhecimento.
Lendo algumas noticias do assunto na internet, fica dificil esclarecer o que é melhor ao paciente, sao muitos os argumentos de quem
acha melhor matar e de quem acha melhor ter a vida independente da situaçao do paciente.
No Brasil a pratica é ilegal, tanto que o Brasil nao tem nenhum caso ate hoje, legalmente falando. A Holanda foi o primeiro país a aprovar a Eutanasia, dentre os muitos que hoje ja aprovaram.
Já ouvir casos de que pessoas passaram anos e anos em coma e depois tornaram a viver normalmente. é bem dificil tomar posição
no assunto. Gostaria de saber o ponto de vista de voces em relaçao a Eutanasia.


Paula Barbarioli 1-B
(05/02/2011)

Novo flagrante de proprina no DF

Existe uma vasta coleçao de vídeos que mostra cenas de ex-governador entre outros, recebendo propina.
Segundo jornal "O Globo" (05/02/2001) o mais novo video é o da filha de Joaquim Roriz, ex-governador.
O video foi encaminhado à Procuradoria Geral da Republica mostrando a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) recebendo
um pacote de dinheiro do ex-secretário de Relaçoes Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, delator do mensalão
do DEM. Nas imagens do video, a deputada chega a reclamar da comissão de reforma política da Câmara, reclama tambem da
quantia recebida e pede que Barbosa interceda junto a outros funcionários do governo por mais dinheiro. O procurador-geral, Roberto Gurgel, deve decidir nos próximos dias se pede abertura de inquérito contra a deputada. Segundo o procurador ele esta analisando o material.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), decidiu pedir informações sobre o caso para ver que tipo de atitude a Casa pode ou deve tomar.
O líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ), propõe que o PMN retire, imediatamente, Jaqueline da comissão de reforma política até que a própria parlamentar esclareça os fatos. Segundo Chico Alencar "É um paradoxo alguém ainda co essas práticas estar como titular de uma das comissões mais importantes, que é sobre a mudança das regras, a reforma política.É como se colocasse um tubarão para reorientar um cardume de sardinhas. Espero que o PMV e ela própria decidam pela sua saída já da comissão.Que ela tome a iniciativa até que tudo se esclareça" .
Barbosa gravou mias de 40 vídeos repassando dinheiro a políticos, entre eles o governador José Roberto Arruda. Esses vídeos deram origem à operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e resultaram na queda de Arruda e do ex-vice-governador Paulo Octávio, e na perda de mandato de cinco deputados distritais. E agora eis a questao, o que será feito no caso de Jaqueline e o marido, Manoel Neto?

Quando a decisão for tomada, registrarei no blog.

Paula Barbarioli 1-B
05/02/2011

quinta-feira, 3 de março de 2011

STF autoriza extradição de sul-coreano acusado de roubo qualificado


O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou na tarde desta quarta-feira (2) a Extradição (EXT 1216) do nacional sul-coreano naturalizado americano Joe Sok Nam, para os Estados Unidos da América (EUA). Lá, o extraditando deverá responder pela suposta prática do crime de roubo qualificado.
A defesa sustentou haver falha na instrução do pedido, ao argumento de que a documentação estaria incompleta, além de erro na tipificação do crime. Para o advogado, a conduta atribuída seria de tentativa de roubo, e não de roubo consumado, o que resultaria na prescrição do delito. Alegou ainda que o acusado constituiu família no Brasil, o que impediria o deferimento do pedido. Apontou, também, a inexistência de relação dos bens do extraditando com o delito a ele imputado, bem como a necessidade de seus filhos e esposa serem ouvidos sobre o pedido de extradição.
Segundo o relator, ministro Dias Toffoli, o pedido de extradição atende aos requisitos necessários, previstos na Lei 6.815/80. De acordo com ele, o delito imputado a Joe Sok Nam corresponde, no Brasil, ao crime de roubo circunstanciado, previsto no artigo 157 do Código Penal brasileiro, satisfazendo, dessa forma, o requisito da dupla tipicidade dos delitos exigidos pelo artigo 77, inciso II, do Estatuto do Estrangeiro.
Quanto ao argumento apresentado pela defesa a respeito do excesso de prazo na formalização do pedido de extradição, o ministro esclareceu que a jurisprudência do STF entende que o eventual excesso de prazo “resta sanado com a apresentação dos documentos que instruem a extradição”.
Em relação à existência de família constituída no Brasil, o ministro Dias Toffoli frisou que, conforme a súmula 421 do STF, a circunstância de ser o extraditando casado com brasileiro ou ter filho brasileiro não impede a extradição. O ministro ponderou ainda a impossibilidade jurídica acerca da oitiva dos filhos e da esposa de Joe Sok sobre a extradição por “absoluta ausência de previsão legal”.
Quanto aos objetos, valores e documentos que se relacionem com o crime ou que no momento da prisão tenham sido encontrados em poder do extraditando, o ministro afirmou que serão entregues com o extraditando ao Estado requerente.
Ao deferir a extradição, o ministro pediu que o governo norte-americano assuma o compromisso com o governo brasileiro de substituir eventual pena de morte ou de prisão perpétua em privativa de liberdade, não ultrapassando o limite máximo de 30 anos. Por fim, que seja observado também pelos EUA o tempo que Joe Sok Nam permaneceu preso no Brasil.

A QUESTÃO PROPOSTA É: VOCÊ CONCORDA COM O ADVOGADO DE QUE O JOE SOK NAM CONTINUE NO BRASIL UMA VEZ QUE ELE CONSTITUIU FAMÍLIA AQUI, OU ACHOU ACERTADA A DECISÃO DO STF?



POR KARINE MEDEIROS - 1º B MATUTINO

quarta-feira, 2 de março de 2011

PROJETO: "Cine TGD - Da sala de aula à sala de projeção"

ATENÇÃO ALUNOS DO PRIMEIRO PERÍODO DE DIREITO



PROJETO:
"Cine TGD - Da sala de aula á sala de porjeção"

O presente projeto tem como objetivo trabalhar com uso das tecnologias e mídias visando desenvolver habilidades de análise, interpretação e reflexão sobre os demais temas trabalhados em sala de aula sobre o Direito.
A intenção é fazer com que os alunos após assistirem os filmes, possam compará-los e analisá-los com a disciplina de Teoria Geral do Direito.


Início do projeto: Março de 2011/1
Término do projeto: Junho de 2011/1


1º FILME:



JULGAMENTO EM NUREMBERG


DIA: 15 DE MARÇO DE 2011

HORÁRIO: 12:00 as 14:00

SALA: ainda será definida




terça-feira, 1 de março de 2011

                      Aborto e União homosseuxal

Semana passada nosso companheiro de classe “Leo” nos enviou um e-mail com dois links de reportagens que seriam legais de se ler para abrir uma discussão em classe, uma delas era sobre a legalização do casamento civil entre homossexuais que a tempo tem sido um assunto muito polêmico e tem causado muita discussão entre os alunos da classe.
Nessa reportagem estava o ex-BBB e atual deputado federal chamado Jean Wyllys e ele estava defendendo a ideia supracitada. Assim que li essa reportagem, eu me interessei e achei que seria bom discutir sobre o assunto, mas lembrei-me de outro assunto bem polêmico que já até citamos em aula, que foi o aborto, sendo assim quis fazer um “post” aqui no nosso blog e posteriormente fazer o meu blog, idéia que ainda estou estudando.

O casamento homossexual vem sendo discutido há anos no Brasil, mas não chegaram a nenhum acordo e a comunidade cristã tem feito muita pressão contra a aceitação, porém o que vem sendo reivindicado por eles é o casamento civil, sendo assim a igreja não precisaria aceitar o casamento dentro de seus templos. O governo ainda cede à vontade das igrejas, porém se o estado é laico qual o motivo de não ter feito uma emenda a favor dos homossexuais ainda? Atualmente eles são milhões no Brasil e deveriam ter seus direitos garantidos, pois são como os heterossexuais e pagam impostos como nós.
O outro assunto que quero discutir com vocês é o da legalização do aborto em qualquer circunstância, que também é um assunto que ronda a tempos em Brasília e que não chegou a um consenso e a igreja novamente interfere. Nós vemos notícias de vários casos de meninas que engravidam precocemente e que fazem abortos em clínicas ilegais e morrem, mas até hoje ninguém tomou providência sobre isso, nem mesmo a igreja e muito menos o governo, porém isso vai se tornando cada vez mais constante. Acho que todos se lembram também de um caso em Alagoas da menina de apenas 9 anos que foi estuprada pelo padrasto e engravidou, como é legalizado pela nossa lei o aborto nesse caso os médicos realizaram o procedimento, porém o arcebispo de Recife e Olinda com o apoio do Vaticano excomungou os médicos por terem feito o aborto da criança e nada fez com o padrasto da mesma, a CNBB negou, mas vimos aí uma contradição por parte deles. Outra questão é que no Brasil o aborto de fetos anencéfalos é proibido, o que a meu ver é ilógico, pois uma criança nasce para trazer esperanças, alegrias, e uma criança anencéfala só tem destino traçado rumo uma morte súbita e precoce, e traz quase sempre sofrimentos tanto depois do parto como antes, pois o parto e pré-natal de um feto anencéfalo é muito complicado e traz vários problemas a gestante. Mas por quê? Pra fazer uma mãe carregar um feto 9 meses em vão? Pra fazer sofrer? Pra trazer problemas psicológicos a mãe? Pra ceder às vontades das igrejas? Ao menos uma dessas perguntas as respostas serão sim.

O que quero com esse “post”? Quero somente discutir (civilizadamente) com vocês sobre até onde a igreja pode interferir na política, pois se vemos várias adolescentes abortando ilegalmente e perdendo seus filhos e vidas porque não legalizam o aborto? Se os homossexuais são milhões, o estado é laico e de acordo com nossa lei não temos que o direito de escolha porque não legalizam o casamento homossexual? A igreja podia simplesmente abrir os olhos para isso e deixar os cidadãos fazerem suas escolhas, esse tipo de impedimento deveria ser feito aos fieis e não a todos, a igreja deveria direcionar seus seguidores a não fazerem isso e deixar essa lei ser aprovada, o que não podemos ver são pessoas sem o direito de constituir suas famílias (casando mesmo que seja do mesmo sexo e adotando crianças) e pessoas morrendo em clínicas ilegais, pois o aborto não vai parar com a legalização ou não, claro que deve ter campanhas do governo caso legalize, mas se for pra fazer que seja feito com médicos e não “açougueiros”.      

Queria aqui antes de terminar o post fazer um parágrafo com minha opinião mesmo pra deixa bem claro. Quanto o casamento homossexual eu acho que deixei claro a minha opinião. Quanto o aborto com minha opinião sou contra, seria o certo que quem engravida por não planejar deveria arcar com as conseqüências de maneira correta, mas, muitas “mães” deixam seus filhos em orfanatos e como sabemos o nosso sistema não é organizado o suficiente e não dá o mínimo que uma criança precisa, além de ser extremamente burocrático e demorado a adoção, sendo assim, a minha vontade é um tanto que utópica, e como já disse o aborto não irá parar, continuará matando mais pessoas e dando dinheiro a clínicas ilegais e “pseudo médicos”. Peço a todos que tenham uma conversa amigável independente de sua opinião.


[Desculpe o tamanho do artigo, fiz o menor possivel, eu sei dá aula de Doutrinária e que iremos discutir isso, mas já tinha feito e só faltava postar, qualquer coisa comentem... Obrigado.]

O que diria Jhering???

 



 Como sugeriu o professor Osly Neto, o que diria Rudolf Von Jhering a respeito do "poema em linha reta" de Alvaro Campos, tão bem recitado pelo Osmar Prado.